Assim
como a lagarta feia entra em seu casulo, se transforma e surge
resplendorosa borboleta, temos muitas vezes que entrar no casulo de
nosso interior para nos avaliar, refletir sobre o que estamos
deixando guardado, limpar, polir, lustrar, para que possa surgir a
borboleta que existe em cada um.
No
mundo agitado que vivemos hoje, existe uma busca desenfreada em um
exterior padronizado de beleza onde se tem a sede de reconhecimento,
admiração e conquistas.
Sem
desconsiderar a necessidade de cuidar de nossa saúde e
aparência, a principal parte que precisamos nos preocupar em
deixar em plena ordem é o nosso interior.
Um
interior saudável é o tratamento de beleza mais eficaz
para o verdadeiro eu: a alma.
Olhando
para o nosso encoberto coração podemos limpá-lo
das mágoas e ressentimentos para que não o corroa;
polir, tratando das nossas fraquezas para que não o machuque;
e buscar de Deus o brilho do amor, mansidão, domínio
próprio, alegria, fé, benignidade, para que o
resplandeça.
Esse
brilho que vem de Deus não se pode esconder e nem ofuscar: “E
ninguém, acendendo uma candeia, a cobre com algum vaso, ou a
põe debaixo da cama; mas põe-na no velador, para que os
que entram vejam a luz”. Lc 8.16
Sair
deste casulo de transformação requer da borboleta um
esforço, que é recompensado logo em seu primeiro vôo,
vamos entrar neste confronto de mudança interior, assumindo o
esforço necessário para alcançarmos o brilho tão
desejado quanto o vôo da borboleta.
Boa
sorte e até mais